segunda-feira, 27 de junho de 2016

Espécie de corvina norte-americana encontrada no Guadiana

Espécie de corvina norte-americana encontrada no Guadiana




”Uma espécie de corvina nativa da costa leste da América do Norte foi encontrada pela primeira vez no estuário do rio Guadiana, na passada semana e por pescadores de Vila Real de Santo António, e identificada por dois investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR).
O facto surpreendeu a comunidade científica e os pescadores locais, que se mostraram intrigados com a descoberta de uma espécie originária de um local tão distante.
A equipa de investigadores do CCMAR identificou a espécie aquela espécie invasora no estuário do rio Guadiana como sendo a corvinata real (Cynoscion regalis).
A captura da corvinata real foi protagonizada por José Estica, um pescador de Vila Real de Santo António, que tal como os investigadores do CCMAR, se mostrou perplexo, questionando a presença da mesma no Guadiana.
Curiosamente, outros exemplares da mesma espécie haviam sido capturados em novembro de 2015 no Golfo de Cádis e, na semana passada, na Galiza.
Segundo os investigadores, os poucos registos da presença desta espécie na Península Ibérica sugere que a espécie poderá ter sido introduzida recentemente (um a dois anos), apesar de já se encontrar em locais tão afastados. Assim, uma das questões a responder é sobre o tempo que mediou desde a sua introdução até ter sido detetada pela primeira vez.

A introdução de espécies não-nativas é bastante comum, inclusivamente no estuário do rio Guadiana. Porém, neste caso em concreto, os investigadores estão ainda a estudar a forma de introdução, uma vez que não há registo de exploração de corvinata real em viveiros de aquacultura europeus, e daí não ser possível a fuga de alguns indivíduos para rios e para o oceano.
A hipótese da espécie ter sido introduzida apenas num único local através do seu transporte nas águas de lastro de navios parece pouco plausível pois já há o registo da captura de corvinata real na Galiza. Ainda assim, a introdução por águas de lastro, em múltiplos locais, é sem dúvida uma hipótese a explorar.
Pedro Morais, investigador do CCMAR, recorda que no rio Guadiana existe uma outra espécie de corvina, a corvina legítima (Argyrosomus regius) e que outra das grandes questões que se colocam é saber se esta espécie vai conseguir coexistir com a espécie não-nativa (corvinata real Cynoscion regalis), uma vez que ambas usam os estuários como locais de maternidade e alimentação.

Apesar destas espécies pertencerem à mesma família, estas duas corvinas têm características muito diferentes. A corvina legítima pode atingir até dois metros de comprimento e quase cem quilos de peso, ao passo que a corvinata real não atinge, em idade adulta, mais de um metro de comprimento, e nove quilos de peso, realça o investigador e autor de um livro recentemente publicado sobre peixes migradores”, explica Pedro Morais.
Alexandra Teodósio, líder de um grupo de investigação do CCMAR e docente da Universidade do Algarve, salienta a importância do contacto com pescadores e a sociedade em geral na deteção de espécies aquáticas não-nativas e na identificação de outros problemas ecológicos pois a investigação deve responder a problemas das comunidades locais.
“Por exemplo, com o recurso às novas tecnologias de comunicação, uma pergunta ou fotografia que seja colocada no Facebook do CCMAR é suficiente para que possamos estabelecer um primeiro contacto”, frisa aquela investigadora.”




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Pescódromo de Lavos: “o empreendimento mais moderno e original de pesca turística

Pescódromo de Lavos


Está a quase a ser inaugurado o primeiro grande pescódromo de água salgada do país.
O espaço, em fase de conclusão, está dotado com recepção e despensa de material de pesca, 30 plataformas para pescadores (2 por cada uma) e uma cozinha para auto-confecção do produto pescado. Um local ideal para passar bons momentos de lazer com a famílias e grupos de amigos.
“O Pescódromo de Lavos é, com toda a certeza, não só na área do Turismo do Centro como a nível nacional, o empreendimento mais moderno e original de pesca turística”, refere a NASHARYBA, Produção e Comercialização de Peixe, Lda., empresa promotora deste investimento. A empresa, com sede em Montemor-o-Velho, é ainda proprietária das pisciculturas do Vale da Vinha e do Torrão, na freguesia de Lavos.
Localizado em Armazéns de Lavos (Freguesia de Lavos), concelho da Figueira da Foz, entre o esteiro e o braço sul do Rio Mondego, em pleno salgado, a poucos minutos da cidade e das suas praias, a escassos quilómetros da A14 e da A17 e a cerca de 500 metros do Museu do Sal, O pescódromo “apresenta-se como um espaço de animação surpreendente, inovador e de elevado potencial, que acrescentará valor à envolvente e ofertará uma nova valência à economia local, isto é, à Economia do Mar”.

Serviços
Pesca desportiva de cana com e sem carreto (fundo, meio fundo e superfície);
Degustação do próprio pescado no local através da auto-confecção ou encomenda do serviço;
Apoio-iniciação à actividade de pesca;
Aluguer, empréstimo, venda de materiais, equipamentos, iscos e engodos;
Escola de Pesca;
Esplanada e serviço exclusivo de cafetaria e pequenas refeições.
Poderão ainda ser promovidas outras actividades pontuais, como por exemplo: concursos de pesca, radiomodelismo, convívios (grupos, empresas, instituições), festas de aniversário, formação, etc.


Espécies
O peixe disponível para pesca terá diversas proveniências: por um lado, o que é captado conjuntamente com a admissão de água através do braço sul do Rio Mondego; por outro, o que é produzido nos viveiros contíguos da Nasharyba e que será regularmente transferido para o Pescódromo e, por último, o que pelas suas características e adequação à finalidade, vier a ser adquirido noutras explorações nacionais e estrangeiras.
As principais espécies serão a dourada, robalo, linguado, seriola, sargo e tainha, mas espécies como o dourado, a corvina, o pargo e o rodovalho, entre outras, poderão igualmente vir a ser introduzidas.
Recepção/loja:
60m2 | Recepção (atendimento) e Loja (venda e/ou aluguer de materiais, equipamentos, iscos e engodos de pesca)
Plataforma:
30 plataformas de madeira com capacidade para dois pescadores cada (dois bancos-baú, recipiente de lixo e bóia de salvamento, de entre as quais, 10 com iluminação aérea específica e para a água).

Armazéns multiusos
100m2 | Armazém Multiusos - apoio e utilização de clientes e acompanhantes (wc, balneário, cozinha e sala de refeições, esplanada, churrasqueira)
Área:
Vedação própria, áreas de estacionamento, wireless, iluminação aérea geral, sistema de videovigilância, dispositivo de controlo e monitorização da qualidade da água do lago (30.000m2, 90.000m3) e do rio e embarcação de apoio com motor eléctrico.


Imagens: DR/Jorge Camarneiro e Nasharyba