quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

7 DICAS ESSENCIAIS PARA ESCOLHER A SUA PRÓXIMA CANA

Objecto de muita ponderação, consultas e debates, a escolha de uma cana é sempre um momento importante para um pescador. Talvez estas dicas práticas ajudem!
Com centenas de modelos ao dispor, semelhantes nuns pontos e diferentes noutros, como escolher a cana certa para a sua pesca?

1. Estabeleça relações de confiança com a sua loja
O seu lojista conhece as características e os preços de dezenas de modelos e, em muitos casos, até sabe bastante sobre os locais onde pesca e a utilização que vai dar à sua cana. Procure estabelecer uma relação de proximidade com ele, informe-o com à vontade sobre as suas necessidades e preferências e escute as sugestões que ele lhe oferece. 
Um lojista está, normalmente, a par da pesca de dezenas ou talvez centenas de clientes e tem interesse em ter a sua visita na loja muitas vezes, por isso fará tudo o que puder para o aconselhar correctamente, não apenas sobre marcas, mas também sobre modelos, comprimentos, acções, preços, etc. Ouvir a opinião de uma pessoa que lida com pesca o dia inteiro é uma grande ajuda. Se pensa que é o único cliente da loja que vai a tal pesqueiro, lançar a tantos metros com tais chumbadas em tal tipo de fundo e tal correnteza, desengane-se…

2. Tenha o seu orçamento bem presente
Talvez o maior segredo para ficar satisfeito com a cana escolhida seja definir o montante que quer gastar… e depois não fugir muito dele. Qualquer lojista tem as canas arrumadas por preço — seja na sua mente, seja nos expositores da loja — e ficará grato se não dedicar parte do tempo a mostrar-lhe canas de 300 € quando o seu orçamento se situa nos 100, por exemplo (ou vice-versa: se vem com a ideia de adquirir uma cana ‘de luxo’, porquê perder o seu tempo a ver canas mais ‘modestas’?).
Claro que o lojista pode sugerir canas que passem um pouco o limite que indicar, mas isso será, em princípio, por levar em conta a pesca que o cliente vai fazer — mais vale ultrapassar um pouco o orçamento e ficar com uma cana que dure várias temporadas ou que seja mais confortável, por exemplo.


3. Onde vai transportar a sua cana?
Se tem uma carrinha de caixa grande para ir para a pesca, pode passar este ponto! Mas todos os outros pescadores precisam de ver onde vão transportar o seu material. Todos conhecemos as vantagens de uma cana inteiriça ou de um tubo rígido, mas se o veículo com que vai pescar não tiver onde os transportar, talvez seja bom escolher outro modelo…
4. Experimente com canas de amigos
Quanto mais experiência tiver na pesca, mais especializado estará, em princípio, em canas de um determinado comprimento, com determinada acção, com a mesma potência de lançamento, etc. Por regra, cada pescador escolhe canas com as características a que se habituou e as que adquirir em seguida serão quase sempre semelhantes. 
Isso aumenta o risco de o deixar desactualizado em relação às condições da pesca (por exemplo, se dada zona de pesca passou a ter mais correnteza, ou maior profundidade, ou a ser frequentada por peixes de outra espécie ou de tamanho diferente do habitual) ou às evoluções do mercado 
(imagine que as canas mais curtas da sua disciplina eram mais rijas mas, com a introdução de um novo modelo, são agora mais sensíveis; ou imagine que as mais longas eram demasiado pesadas mas com uma nova colecção estão agora bastante leves).
O melhor modo de diminuir este risco é aproveitar o seu grupo de amigos e ir testando, com alguns lances, canas um pouco diferentes do habitual. Com isto, não apenas vê, na prática, o que é trabalhar com outras canas, como também aumenta a sua própria versatilidade como pescador. E, quando for hora de adquirir outra cana, fará uma compra mais informada.
5. O hábito de ‘varejar’ na loja
Alguns lojistas não ligam, outros incentivam, outros não apreciam de todo: não há consensos em relação ao hábito dos clientes de ‘varejar’ as canas, montadas, em plena loja. Os pescadores fazem-no, claro, para sentir como a ponteira de comporta e como a pega é confortável, mas o risco de a danificar é grande, principalmente em lojas com pouco espaço.
O modo ideal de avaliar a cana seria com uns bons lançamentos e umas lutas com peixes grandes, mas isso faria com que a cana passasse a ser usada, o que a desvalorizaria de imediato…
Um compromisso mais seguro e eficaz de avaliar a cana, em loja, é pedir ajuda a outra pessoa (em regra, o lojista) que segure na ponteira, enquanto o leitor levanta a cana, aos poucos. O modo como a curvatura vai surgindo, e acaba por se formar, indica claramente se se trata de uma cana com acção de ponteira, parabólica ou algures entre as duas, bem como a sensibilidade que ela transmite e o seu equilíbrio.

​6. A importantíssima assistência técnica



                Por mais cuidadosos que sejamos, há sempre uma altura em que se põe uma cana a fazer o que ela não nasceu para fazer, seja entalá-la na porta do carro, seja deixá-la cair numas pedras, seja esquecer a sua manutenção.
Por mais «alta qualidade» que seja, qualquer 
cana precisa de ter, por trás, uma assistência técnica de confiança, que responda com eficácia e rapidez a qualquer caso de elementos partidos, passadores degradados, etc. Consulte sempre o seu lojista a este respeito, e verá que, neste campo, as marcas não são todas iguais.
7. Nunca parar de procurar
Não existe a cana de pesca universalmente perfeita; cada pescador terá as suas próprias preferências, necessidades e ideias e está ‘condenado’ a ir procurar uma cana que, em cada momento, se adeqúe à sua pesca. E «em cada momento» porque a sensibilidade de cada um também vai mudando, conforme mudam a idade, o peso, a paciência, a pesca, os pesqueiros ou o orçamento.
Considerando a evolução que os materiais da pesca terão nos próximos anos, será bom nunca deixar de estar atento às novidades, para que nas suas jornadas possa contar sempre com canas cada vez mais leves, confortáveis, resistentes e fiáveis. 


Reportagem cedida pela VEGA 


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